A histórica performance no Super Bowl


Em 31 de janeiro de 1993, Michael Jackson se apresentou no Rose Bowl, em Pasadena [Califórnia] para o intervalo da 27 edição do campeonato Superbowl. Suas performances incluíram Jam [com o início de Why You Wanna Trip On Me], Billie Jean e Black Or White.

O final apresentou uma montagem de vídeo mostrando Jackson participando em vários esforços humanitários em todo o mundo e um coro de 3.500 crianças de Los Angeles cantando We Are The World. Mais tarde, elas se juntaram a Michael para cantar Heal the World.

Este foi o breve discurso antes de Michael cantar o hino da paz:
"Nós estamos juntos hoje, em todo o mundo, unidos em um propósito comum: transformar o planeta em um paraíso de alegria, compreensão e bondade... Ninguém deve sofrer, especialmente nossas crianças. Desta vez temos de ter sucesso. Isto é para as crianças do mundo.''
Um globo terrestre gigante inflável também subiu no centro do palco, como aconteceu durante a Dangerous Tour e, mais tarde, na HIStory Tour.


[Em 2009, após o falecimento de Michael Jackson, o especialista em marketing e eventos especiais da Radio City - Arlen Kantarian - declarou lembrar de Michael Jackson sendo pressionado para cantar canções mais recentes de seu recém-lançado álbum Dangerous, em oposição a músicas mais antigas como Billie Jean e Black or White. De acordo com Kantarian, Jackson disse, ''Billie Jean é apenas uma melodia, não significa nada... este é um novo mundo, tem que ser sobre Heal the World''.]


Como a NFL convenceu Michael Jackson
a se apresentar no Super Bowl

Não foi fácil para a NFL convencer uma estrela como o Rei do Pop a se apresentar no meio de um evento esportivo na época. Segundo a versão de Austin Murphy, durante um mês eles não chegaram a lugar nenhum. Jim Steeg [da NFL] se sentou com Michael Jackson e seu gerente Sandy Gallin 11 meses antes do Super Bowl 1993.

Em um encontro posterior, o produtor Don Mischer citou que Super Bowl seria transmitido em mais de 120 países. Agora ele tinha toda a atenção de Jackson. 

Steeg se lembra de Jackson dizendo, "Então você está me dizendo que este show está indo ao vivo para todos os lugares onde eu nunca vou fazer um concerto?" Uma pausa. "Estou dentro."

"Michael trabalhou mais do que ninguém [que já tinha feito o show do intervalo], antes ou depois", diz Steeg, que se lembra de ter visto Jackson ensaiando sua atuação às sete horas da noite anterior ao jogo, numa tenda fora do Rose Bowl.


O impacto sobre o álbum

Este se tornou o primeiro Super Bowl em que o número do público aumentou durante meia hora de show. O álbum Dangerous subiu 90 posições depois da apresentação. Dez dias depois, Michael concedeu uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, a qual foi assistida por 100 milhões de telespectadores e o álbum Dangerous voltou ao TOP 10 após um ano de seu lançamento original.


Trechos selecionados de matéria publicada 
no site Terra em 30 de Junho de 2009

''O legado de Michael Jackson também incluirá o eterno título de "rei do futebol americano". O medley de três canções que ele apresentou no intervalo do Super Bowl de 1993, em que o Dallas Cowboys massacrou o Buffalo Bills por 52 a 17, representou uma transição tectônica para a NFL. Há décadas, a liga de futebol americano profissional ocupava o intervalo de seu principal evento anual com um elenco de pessoas que não poderiam ser mais cafonas: Up With People, Pete Fountain, Carol Channing, fanfarras, as dançarinas do grupo Rockettes, Elvis Presto e personagens Disney.

Jackson propiciou ao evento um feito inédito, e espantoso: seu show no intervalo atraiu audiência ainda maior que a do primeiro tempo da partida. A NFL havia por fim acatado a necessidade de recorrer a artistas de primeiro time, modernos e com amplos atrativos, para manter a atenção dos telespectadores durante o intervalo. Por isso, contratou Jackson como forma de continuar expandindo o conceito do Super Bowl como um megaevento que, como que por acaso, inclui um jogo.

Depois de Jackson, as apresentações do intervalo passaram a ser feitas pelos maiores astros do momento na música, entre os quais Diana Ross, Stevie Wonder, Christina Aguilera, Aerosmith, U2, Shania Twain, Paul McCartney, Rolling Stones, Prince e Bruce Springsteen. 

Os músicos, que se veem forçados a trabalhar em um mercado cada vez mais fragmentado no setor de música, não precisam ser convencidos da importância de um show de 12 minutos de duração no intervalo de uma partida que atrai entre 90 milhões e 100 milhões de telespectadores nos Estados Unidos, e muitos mais no restante do mundo.

A rede de TV Fox, que na época ainda não transmitia jogos da NFL, decidiu que concorreria diretamente com a apresentação de intervalo do Super Bowl, que em 1992 envolvia Gloria Estefan, Dorothy Hamill e Brian Boitano, por meio de um episódio ao vivo de sua escrachada série cômicaI Living Color.

A ideia funcionou, em certa medida, gerando uma queda de audiência de 10 pontos para a CBS no intervalo do jogo, ante os números da meia hora anterior. Isso convenceu a NFL de que precisava recorrer a um artista capaz de virar o jogo, e atrair mais os telespectadores da faixa etária dos 18 aos 34 anos. "Nossa análise do acontecido, depois daquele jogo, foi a de que precisávamos reforçar o nosso trabalho", disse Steeg.

Um contingente de representantes da NFL, entre os quais Steeg e Arlen Kantarian, na época presidente-executivo da Radio City Music Hall Productions, que estava encarregada de produzir o espetáculo do intervalo, se reuniu em Beverly Hills com o empresário de Jackson, Sandy Gallin.

Steeg e Kantarian sentiram que era preciso explicar em detalhes a situação a Gallin, porque acreditavam que Jackson não entendesse muito de futebol americano. "Nós sabíamos que estaríamos explicando a situação a alguém que teria de explicá-la a Michael em seguida", conta Steeg. Em reuniões subsequentes, Jackson exibiu uma ingênua curiosidade sobre um mundo do qual conhecia muito pouco.

"Ele fazia perguntas sobre quem estaria na partida, e queria saber exatamente o que o Super Bowl representava", disse Kantarian. O interesse de Jackson se intensificou quando ele foi informado de que a partida seria transmitida a mais de 100 países, entre os quais diversas nações do Terceiro Mundo, e para bases militares dos Estados Unidos em todo o planeta.

"Ele comentou que estaria chegando a lugares nos quais jamais poderia fazer uma turnê", recorda Kantarian. "Nós conversamos com ele sobre os torcedores do futebol americanos, sujeitos da classe trabalhadora que talvez não fossem fãs de Michael Jackson, e dissemos que isso representava uma oportunidade para que ampliasse ainda mais a sua base de fãs. Ele com certeza já havia percebido esse aspecto. Era uma pessoa muito atenta e muito tímida.''

Gallin rejeitou as três primeiras propostas da NFL antes de por fim aceitar o convite, conta Kantarian. Em um determinado momento, o empresário de Jackson pediu um cachê de US$ 1 milhão. 

"Vocês devem estar brincando", conta Kantarian que ouviu de Gallin. "Estamos falando de Michael Jackson", ao ser informado de que a NFL só paga as despesas dos músicos que se apresentam nos intervalos do Super Bowl. No entanto, a organização doou US$ 100 mil à Fundação Heal the World, que leva o nome de uma das canções que Jackson cantou durante a apresentação.''

A NBC reconheceu que Michael foi fundamental para tornar o jogo a maior atração de TV na história do Super Bowl.

Dick Ebersol, presidente da NBC Sports, disse sobre o desempenho de Michael: "Ele foi melhor do que os nossos sonhos mais loucos... Ele é um nome enorme com um apelo cruzado de crianças a avós, uma enorme curiosidade mesmo para aqueles para quem ele não é estrela.''

O vídeo com a performance de Michael

video

As imagens












































 






 




Fontes:
http://time.com
Imagens do meu arquivo
https://esportes.terra.com.br
Michael Jackson - A Visual Documentary de Adrian Grant

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